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quarta-feira, setembro 20, 2006

No Princípio era o Verbo...

Leia João 1.1-5

Cristo, o Eterno, Distinto da Pessoa do Pai, o próprio Deus, o Criador de Todas as Coisas, a Fonte, o Criador de Todas as Coisas, a Fonte de Toda Luz e Vida.


O Evangelho de João, que começa com esses versículos, em muitos aspectos difere dos outros três evangelhos. Contém muitos fatos que os outros omitem,e omite muitos que os outras contêm. Facilmente poderíamos apresentar boas razões pra existirem estas diferenças, mas é suficiente lembrar que Mateus, Marcos, Lucas e João escreveram sob a inspiração direta de Deus. No plano geral e nos detalhes particulares de seus respectivos evangelhos (tudo quanto registraram ou deixaram de registrar), todos os quatro foram igual e completamente guiados pelo Espírito Santo.

Quanto aos fatos que o apóstolo João foi especialmente inspirado a relatar, basta fazer uma observação: os assuntos que são peculiares a esse evangelho estão entre as possessões mais preciosas da igreja de Cristo.

Nenhum dos outros evangelistas faz declarações tão completas como as que vemos nesse evangelho , sobre a divindade de Cristo, a justificação pela fé, os ofícios de Cristo, a operação do Espírito Santo e os privilégios dos que crêem, Sem dúvida, Mateus, Marcos e Lucas não silenciaram sobre estes grandes ensinamentos. Mas, no Evangelho de João, eles se destacam de forma tão proeminente, que podem ser percebidos mesmo por aqueles que lêm-no com rapidez.

Os cincos primeiros versículos contêm uma declaração de incomparável sublimidade a respeito da natureza divina do nosso Senhor Jesus Cristo. Acima de qualquer dúvida, quando João menciona “o Verbo” está se referindo a Cristo. Com toda certeza, há grande profundidade nesta declaração, cuja compreensão está muito além do entendimento do homem. Ainda assim, há claros ensinamentos na passagem, os quais todo crente deveria guardar como tesouro no coração.

Primeiro, aprendemos que o Senhor Jesus Cristo é ETERNO. João diz que “no princípio era o Verbo”. Ele não começou a existir quando os céus e a terra foram formados e, muito menos, quando o evangelho foi trazido ao mundo. Ele tinha a glória com o Pai “antes que houvesse mundo” (Jo 17.5). Existia quando a matéria foi criada e antes que começassem os tempos. “Ele é antes de todas as coisas” (Cl 1.17); existe desde toda a eternidade.

SEGUNDO, aprendemos que o nosso Senhor Jesus Cristo é uma DISTINTA DE DEUS, O PAI, e, ainda assim, é um com Ele. João diz que “o Verbo estava com Deus”. O Pai e o Verbo, embora sejam duas pessoas, são ligados por uma união inefável. Desde a eternidade, onde quer que Deus Pai estivesse, ali também estava o Verbo, o Deus Filho – iguais em glória, co-eternos em majestade, mas uma só Divindade. Este é um grande mistério. Feliz aquele que o recebe com a atitude de uma criança, sem tentar explica-lo!!

TERCEIRO, aprendemos que o Senhor Jesus Cristo é o PRÓPRIO DEUS, João diz que “o Verbo era Deus”. Ele não é meramente um anjo criado ou um ser inferior a Deus, o Pai, investido de poder, da parte do Pai, para redimir os pecadores, Não é menos que o Deus perfeito; é igual ao Pai, no que concerne à sua divindade; Ele é Deus, possuindo a mesma natureza que o Pai e existindo antes da fundação do mundo.

QUARTO, aprendemos que o Senhor Jesus é o CRIADOR DE TODAS AS COIAS. João diz que “todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. Longe de ser uma criatura de Deus, como alguns hereges têm falsamente afirmado, Ele é o Ser que fez o universo e tudo o que nele há. “Mandou Ele, e foram criados” (Sl 148.5).

Por último, aprendemos que o Senhor Jesus Cristo é a FONTE DE TODA LUZ E VIDA ESPIRITUAL. João diz que “a vida estava nele, e a vida era a luz dos homens”. Ele é a fonte eterna, e somente dela os filhos dos homens têm recebido vida. Era, provenientes de Cristo toda luz e vida espiritual que Adão e Eva possuíam antes da Queda. Era inteiramente procedente de Cristo toda e qualquer libertação de pecado e morte espiritual, experimentada por qualquer filho de Adão, desde a Queda; também, qualquer iluminação de consciência ou entendimento obtida desde então. Em todos os tempos, a maior parte da humanidade tem-se recusado a conhece-lo, esquecendo-se da Queda e da necessidade de um Salvador pessoal. A luz tem constantemente resplandecido “nas trevas”,e a maioria dos homens não tem compreendido. Mas, se qualquer dos incontáveis seres humanos, homens e mulheres, já receberam luz e vida espiritual, devem tudo isso a Cristo.

Este é um breve sumário das lições principais que parecem estar contidas nessa maravilhosa passagem. Todos temos de concordar que nesse versículos há muitas coisas que estão acima de nossa compreensão, mas nenhuma delas sem sentido.

No texto há muitas coisas que não podemos explicar, mas em que devemos crer e nos alegrar, com humildade de coração. Contudo, não esqueçamos que do texto emana aplicações claras e práticas, que nunca poderão se esgotar nem serem conhecidas demais.

Se desejamos conhecer o quanto o pecado é excessivamente abominável, devemos ler com freqüência esses cinco versículos do Evangelho de João. Notemos o tipo de pessoa que o Redentor da humanidade precisou ser, a fim de providenciar redenção eterna aos pecadores. Se, para tirar o pecado do mundo, foi preciso de ninguém menos que o próprio Deus eterno, é porque aos olhos de Deus o pecado é muito mais abominável que a maioria dos homens pode supor. A medida exata da malignidade do pecado é reconhecida quando consideramos a dignidade dAquele que veio ao mundo para salvar os pecadores. Se Cristo é tão excelso, então o pecado é realmente abominável.

Se desejamos conhecer o fundamento da esperança do verdadeiro crente, devemos ler com freqüência os cinco primeiros versos do Evangelho de João. Notemos que o Salvador, no qual o crente é convidado a confiar, é nada menos que o Deis eterno, capaz de salvar cabalmente a todos os que, por seu intermédio, vêm ao Pai. Ele, que “estava com Deus” e “era Deus”, é também “Emanuel”, Deus conosco. Demos graças a Deus por nossa esperança estar firmada nAquele que é poderoso (Sl 89.19). Em nós mesmos somos grandes pecadores, mas em Jesus Cristo temos um grande Salvador. Ele é a sólida pedra fundamental, capaz de suportar o peso do pecado do mundo. Aquele que nEle crê não será de modo algum envergonhado (1Pe 2.6).

J. C. Ryle

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